domingo, 27 de junho de 2010

Paraná proíbe animais em circos

Depois de quase três anos de polêmica, foi aprovado por unanimidade em segunda votação ontem, na Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto de lei que proíbe a utilização de animais em espetáculos circenses que passarem pelo Estado.

Na primeira votação, apenas três deputados votaram contra o projeto. Depois de muita conversa com entidades de proteção aos animais, eles mudaram de ideia. “A beleza do circo é a arte e o trabalho do ser humano, não a escravidão e o sofrimento dos animais”, lembra Soraya Simon, presidente voluntária da Sociedade Protetora dos Animais.

O projeto, de iniciativa do deputado estadual Luiz Nishimori (PSDB), segue a linha de projetos já aprovados em Curitiba e em estados como Rio de Janeiro, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

“Segundo o Ibama, os animais passam dias em jaulas de 3 metros, os macacos têm os dentes arrancados, tigres e leões têm as garras arrancadas. O elefante, por exemplo, que teria que caminhar mais de 40km por dia, passa a vida inteira parado no cativeiro, acorrentado. É isso que não pode acontecer”, ressalta o deputado.

O projeto seguirá para sanção do governo estadual. Se aprovado, caso seja constatada a participação de animais selvagens ou domésticos em apresentações circenses, o espetáculo pode ser interditado, o circo perde a licença de funcionamento e pode receber multa. O projeto recebeu duas emendas e não proíbe animais em rodeios ou exposições em feiras agropecuárias.

Novo circo
A Associação Londrinense de Circo já trabalha com a linguagem do novo circo, que não utiliza animais em suas apresentações, mas o presidente da associação, Paulo Líbano, não concorda com o projeto de lei aprovado.

“Já houve agressão há algum tempo, mas agora não tem mais disso, mesmo porque não é agredindo que se convence um animal a fazer o que você quer. O certo seria ter uma fiscalização para punir quem realmente machuca os animais, porque eu conheço muitos circos que não tratam os animais assim e serão prejudicados com a lei”, garante.

Soraya discorda. “O animal selvagem só é dominado pelo medo, por isso o treinamento dele envolve tortura. Eles nasceram para viver em liberdade na natureza, e não para servir o homem”, ressalta.Fonte: Planeta vegetariano

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Penas Chinesas - Saramago

Todos sabem que o escritor português José Saramago (1922-2010) era um homem engajado em causas sociais e defensor dos direitos humanos. Mas Saramago, nos seus últimos anos de vida, se voltou também para a causa animal, publicando alguns textos curtos sobre isso, como Susi, um relato sobre uma elefanta de zoológico e Penas Chinesas, o qual reproduzimos abaixo.

Penas chinesas

Por José Saramago

Meter uma lagosta viva em água a ferver e cozinhá-la ali é uma velha prática culinária no mundo ocidental. Parece que se a lagosta já for morta para o banho, o sabor final será diferente, para pior. Há também quem diga que a rubicunda cor vermelha com que o crustáceo sai da panela se deve justamente à altíssima temperatura da água. Um dia vi num documentário como alimentam os frangos, como os matam e destroçam, e pouco me faltou para vomitar. E outro dia, que não se me apagou da memória, li numa revista um artigo sobre a utilidade dos coelhos nas fábricas de cosméticos, ficando a saber que as provas sobre qualquer possível irritação causada pelos ingredientes dos champús se fazem por aplicação directa nos olhos desses animais, segundo o estilo do negregado Dr. Morte, que injectava petróleo no coração das suas vítimas. Agora, uma curta notícia aparecida nos jornais informa-me de que, na China, as penas de aves destinadas a recheio de almofadas de dormir são arrancadas assim mesmo, ao vivo, depois limpas, desinfectadas e exportadas para delícia das sociedades civilizadas que sabem o que é bom e está na moda. Não comento, não vale a pena, estas penas bastam.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Por que ser vegetariano?

Por que ser Vegetariano?

Pelos animais

Apenas no Brasil, diariamente, cerca de 11 milhões de animais são mortos nos abatedouros. Além da morte violenta e injusta, recebem ainda tratamento desumano durante toda a vida. Mutilados e mantidos em instalações superlotadas, são manipulados sem escrúpulos de forma a produzir maiores lucros para os criadores.

Pelo meio ambiente

Com a constante necessidade por áreas de pasto cada vez maiores, as atividades pecuaristas são atualmente responsáveis por cerca de 30% do atual ritmo de desmatamento das florestas equatoriais. Nos Estados Unidos, a criação de animais para consumo requer mais que a metade da água utilizada no país, além de ser a atividade que mais polui o solo agricultável e as fontes de recursos hídricos.

Por sua saúde

Pesquisas têm demonstrado que dietas vegetarianas podem proporcionar melhores condições para uma vida mais longa e saudável. Estatisticamente, é entre os consumidores de carne, ovos e laticínios que há maior incidência de males cardiovasculares, artrite, diabetes e osteoporose. A carne vermelha, em especial, é a segunda maior causa de câncer, perdendo apenas para o fumo. 35% de todas as mortes causadas por câncer se devem, em grande parte, à ingestão de produtos cárneos.
Fonte: http://sejavegetariano.vilabol.uol.com.br/

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Manifesto pelos Direitos dos Animais


A imagem que os animais são seres inferiores desprovidos de inteligência, apenas máquinas biológicas, é uma concepção cartesiana do século 17. A ideia de o homem ser o único possuidor de alma intelectiva, ou seja, de razão, tem início na antiguidade. Antigas concepções, mas ainda hoje é utilizada de desculpa para o cruel tratamento dos animais.

R
afaela Chuahy, autora do livro "Manifesto pelos Direitos dos Animais", defende ser uma obrigação ética da humanidade rever esses conceitos. No volume, esclarece os vínculos entre a atuação predatória econômica e os problemas ambientais dos nossos dias. reflete sobre as condições de sobrevivência dos bichos e os constantes maus-tratos de que são vítimas. A autora mostra como o crescimento da indústria agropecuária, o interesse desenfreado das transnacionais, o aumento do consumo de carne em países ricos e sua produção em países pobres, como também o uso excessivo de água, a fome no mundo, a caça e o tráfico ilegal de animais estão interligados e levam a um único resultado: o fim dos recursos naturais, do meio ambiente e da nossa espécie.

Rafaella mostra que ainda é possível criar uma cultura que não viva da exploração alheia, principalmente de indefesos. Esse movimento é abrangente e de grande importância no século XXI, pois pode salvar os animais e a nós mesmos. O fim da indústria e da exploração animal, associado a uma política correta de distribuição adequada de comidas vegetarianas e orgânicas, pode levar a um desenvolvimento sustentável, visando ao fim da fome mundial e ao bem-estar de humanos e animais.

Texto retirado do site: www.manifestopelosanimais.com

Desmate será livre em 90% dos imóveis

Fonte: O Estado de São Paulo

Pela proposta do novo Código Florestal, esse é o total de propriedades rurais do País que ficará isento de proteger parte de sua mata nativa

A proposta de mudança no Código Florestal em discussão na Câmara isentará 90% das propriedades rurais do País da obrigação de preservar a vegetação nativa em uma parcela das terras, mostra levantamento feito pelo Estado com base no cadastro de propriedades rurais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O projeto apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nesta semana suspende a exigência de reserva legal nos imóveis de até 4 módulos fiscais. O tamanho do módulo varia de município para município - pode ter de 5 a 110 hectares.

O cadastro do Incra mostra que propriedades de até 4 módulos representam 90% dos 5,2 milhões de imóveis rurais registrados no País. Essas pequenas propriedades somam 135 milhões de hectares, o equivalente a mais de cinco vezes o território do Estado de São Paulo ou 25% da área total dos imóveis rurais registrados no Brasil. E elas ficariam completamente livres da exigência de proteger parte das terras.

O porcentual de pequenas propriedades é mais expressivo nas Regiões Nordeste e Sul. Mas o efeito dessa mudança na legislação pode ser mais relevante na Amazônia, onde o tamanho dos módulos fiscais é maior. Na região, uma pequena propriedade pode medir mais de 400 hectares.

Pela legislação atual, os produtores são obrigados a manter a vegetação nativa, a título de reserva legal, em um porcentual mínimo de 20% de suas terras. Na Floresta Amazônica, esse índice chega a 80%.

A medida exata do potencial de estímulo ao desmatamento contido no projeto de Aldo Rebelo é difícil de ser calculada porque teria de levar em conta o tamanho dos módulos em cada município e a parcela das grandes propriedades.

domingo, 20 de junho de 2010

Receita - Abobrinha com soja


Ingredientes

4 abobrinhas médias
1 xícara de azeitona verde picada
2 tomates sem pele e sementes picados
2 colheres (chá) de adoçante culinário
2 xícaras de água fervente
1 xícara de PTS
2 dentes de alho picado
1 cebola média picada
1 colher (sopa) de óleo de soja
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1/4 de xícara de shoyu
500 ml de molho de tomate temperado

Preparo

Corte as abobrinhas em fatias altas. Retire a polpa preservando um fundo. Escalde rapidamente em água fervente e reserve. Cubra a proteína de soja com água fervente. Em seguida, escorra em uma peneira. Aperte a proteína contra a peneira para retirar o excesso de água e reserve. Refogue o alho e a cebola no óleo. Acrescente os tomates. Apague o fogo e adicione a azeitona e a salsinha. Acrescente a proteína e o shoyu e misture bem. Recheie as abobrinhas e coloque num refratário com um pouco do molho de tomate no fundo. Despeje o restante do molho em cima das abobrinhas. Leve ao forno preaquecido por 20 minutos.

Rendimento: 5 porções

Fonte: Cantinho Vegetariano

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Conservação em foco



O InGá promove no dia 29 de junho o seu evento mensal, o Conservação em Foco, trazendo o tema “O vegetarianismo e a pecuária: um debate sobre as políticas públicas para a conservação do pampa”.

Na ocasião, estarão presentes a psicóloga e socióloga Eliane Carmanim Lima representando o Movimento Vegano e Vegetariano e o agrônomo Valério Pillar, que falará sobre a conservação dos campos e sua relação com a pecuária. Mediará esta conversa o Filósofo e Coordenador do InGá Vicente Medaglia.

O InGá reconhece a relevância deste tema e a importância de unificar as estratégias de resistência social de dois movimentos envolvidos com a preservação das espécies.

Frente à ameaça de perda de grandes áreas de campo para a silvicultura no Bioma Pampa e no atual estágio de impacto da pecuária intensiva sobre os biomas brasileiros, é de suma importância buscar as alternativas para valorização de sistemas produtivos menos impactantes. Além disso, o papel do consumidor na cidade completa o ciclo destas produções e, portanto, sua escolha do que comer é estratégica para a conservação de nossa biodiversidade.